Certa vez vi uma pichação em um muro atrás da igreja Matriz, pintado rusticamente de modo a chamar a atenção, muito mal escrito, mas de uma verdade instigante. Estava lá, em letras grande, em tinta negra “Gang da mimosa”. Adorei a frase, afinal sinto em todos nós santanenses um sentimento de gang pelo modo como tratamos nossa cidade. Ela até parece estar esfolada pela aparência da maioria dos seus prédios públicos e privados. Não sei se é falta de cognição poética para a história que contam os casarões e prédios públicos ou se estou enganado.

O saudoso site Filhos de Santana com suas excreções idiomáticas fronteiriça é a prova de um amor passional dos santanenses por esta cidade. As rádios são testemunhas do dia a dia do quanto brigamos e choramos por esta cidade. Até parece terra de gente ciumenta por um amor não correspondido de um chão que não pertence a ninguém, mas que todo mundo invade, ocupa e capina para plantar seus sonhos.
Adoro minha mimosa Sant’Ana do Livramento, até mesmo quando limpo a parada de ônibus na minha calçada, suja pelos distraídos que deixam lixo, como quem dizendo: quem quiser que limpe e não enche o saco. É uma função, uns até dormem embriagados, fazem lanche e até xixi. Pensam que reclamo? Nadica! Ali é a prova viva da vida sofrida, tanto das pessoas que saem do posto de saúde em frente como os mendigos. Uns usuários até me reconhecem dos velhos tempos do laboratório e me pedem orientação. E os mendigos, espíritos sem rumos, de doer de pena, porém respeitosos, me trazem presentes, romãs, apanhadas na vila Athenas.
Não podemos esquecer que no dia 20 de agosto de 1896 foi empossado o primeiro Prefeito eleito de Sant’Ana do Livramento, o Padre Augusto Martins da Cruz Jobim, Vigário da Paróquia, escolhido pelo Partido Republicano e obtendo 332 votos. Permaneceu à testa dos destinos de Sant’Ana do Livramento até agosto de 1900. Era conservador, se incomodava com o pastiçal da praça e não gostava de desordem. Desconfio até que foi o espírito dele que pichou o muro atrás da Matriz num tempo que a praça andava bem abandonada.
Enfim mimosa, te amando, relembrando e tentando buscar respostas… Que não achamos, que não gostamos, que não queríamos, mas que gostamos… Que nestes 203 anos, descobrimos que, às vezes, mesmo te maltratando, te amamos!

La pandilla de MIMOSA LIVRAMENTO
Una vez que vi un graffiti en una pared detrás de la iglesia Matriz, pintado en un estilo rústico para llamar la atención, muy mal escrito, pero con una verdad inspiradora. Estaba allí, en grandes letras, en pintura negra “Pandilla de mimosa”. Me encantó la frase, después de todo, siento que todos nosotros sentimos una sensación de pandilla en la forma en que tratamos a nuestra ciudad. Incluso parece que la mayoría de sus edificios públicos y privados están en mal estado. No sé si es una falta de cognición poética para la historia que cuentan, los grandes, o si me equivoco.
El sitio web de Filhos de Santana con sus expresiones idiomáticas es la prueba de la pasión de los santana de Livramento por esta ciudad. Los radios son testigos de la vida diaria de cómo luchamos y lloramos por esta ciudad. Incluso cuando limpio el parqueo de mi acera, sucio por la gente distraída que deja basura, como si dijera: quien quiere limpiar, que lo haga y no se preocupe. Es una función, algunos incluso duermen borrachos, hacen bocadillos y incluso orinan. ¿Me parece que me quejo? ¡No en absoluto! Este es el pruebas viviente de la vida dura, tanto de los que abandonan la salud como de los que la necesitan, hasta el 1900. Estuvo al mando de la destinación de Sant’Ana de Livramento hasta el 1900. Era un conservador, molestado por la pintura en la plaza y no le gustaba el desorden. Incluso sospecho que fue su espíritu quien pintó la pared detrás de la Matriz, en un tiempo en que la plaza estaba bastante abandonada.
Al final, MIMOSA, te amo, te recuerdo y trato de encontrar respuestas… Que no encontramos, que no nos gustan, que no queremos, pero que nos gustan… En estos 203 años, incluso si nos maltratan, te amamos.