A antiga Colônia do Sacramento, fundada em 1680 por Portugal, foi um entrave comercial e militar protagonista de uma controvérsia histórica entre a Espanha e Portugal sujeito a guerras e tratados influentes nesta fronteira. Em 1776 a região da bacia do Prata, que na banda espanhola se mantivera como uma dependência do Vice-Reino do Peru foi elevada a Vice-Reino do Rio da Prata. Com isso, até então dependente economicamente da rota de abastecimento do Pacífico (a partir da Espanha via ligação do Panamá, Oceano Pacífico Chile), passou a utilizar a rota do Oceano Atlântico para a passagem dos seus produtos (couro e charque). Nesse contexto ocorreu, em 1777, uma nova invasão espanhola que, sob o comando de D. Pedro de Cevallos que destruiu as fortificações da Colônia do Sacramento, obstruindo o seu porto, e conquistou a ilha de Santa Catarina em 3 de junho.

Estas ações conduziram à assinatura do Tratado de Santo Ildefonso (1777), entre Maria I de Portugal e a Espanha. Pelos seus termos, restabeleceram-se as linhas gerais do Tratado de Madri (1750) para a região Norte do Brasil. E na região Sul, onde a presença militar espanhola era mais forte, a Colônia do Sacramento, o território das Missões e parte do atual Rio Grande do Sul foi cedido à Espanha, em troca da restituição da ilha de Santa Catarina à Portugal.
Num passeio de estudos das demarcações que deram origem a nossa fronteira, visitei em 2010 a bela Colônia do Sacramento. Achei muito interessante porque as placas que fotografei lá, onde contam esta magnífica história não só para o mundo, mas em especial tão rica, para nós fronteiriços.
Na “Praça das Armas” da antiga Colônia do Sacramento, denominada hoje “Praça Manuel Lobo”, em homenagem ao fundador da cidade. Históricas plantas, datadas entre 1731 e 1762, “casa dos governadores” portugueses definia o limite sul de uma praça algo menor que a atual.
O mais importante edifício civil da cidade colonial, foi adquirindo por sucessivas reformas e ampliações com características de um palacete construído com ricos materiais, (aberturas enquadrada por molduras de pedra lavrada, carpintaria de madeiras finas) luxuosamente adornado e revelando importantes deterioramentos causados pelos feitos bélicos de 1862 e 1777 que culminaram quando Ceballos, o primeiro vice-rei espanhol do Rio da Prata, levou a Buenos Aires todo o seu mobiliário e boa parte de seus materiais de construção (telhas, vigas, aberturas, etc.). As investigações arqueológicas realizadas entre 1990 e 1993 que deixaram a vista o cimento das antigas edificações, permitindo descobrir e interpretar informações sobre o possível uso de seus espaços interiores e recuperar numerosos vestígios do que fazia o cotidiano a Colônia dos séculos XVII e XVIII.

LOS ORÍGENES DE NUESTRA FRONTERA.
La antigua colonia de Sacramento, fundada en 1680 por Portugal, fue una interferencia comercial y militar en una disputa histórica entre España y Portugal sujeta a guerras influyentes y tratados en la frontera. En 1776 la comarca de la plata, que en la banda española permaneció como dependencia del Virrey del Perú, fue elevada al Virrey del Río de la Plata. Con esto, hasta entonces económicamente dependiente de la ruta de abastecimiento del Pacífico (desde España vía conexión desde Panamá, Océano Pacífico Chile), comenzó a utilizar la ruta del Océano Atlántico para el paso de sus productos (cuero y concha). En este contexto, en 1777, tuvo lugar una nueva invasión española, bajo el mando de D. Pedro de Cevallos quien destruyó las fortificaciones de la Colonia del Sacramento, obstruyendo su puerto, y conquistó la isla de Santa Catarina el 3 de junio.
Estas acciones llevaron a la firma del Tratado de San Ildefonso (1777), entre María I de Portugal y España. Según sus términos, se han restablecido las líneas generales del Tratado de Madrid (1750) para la Región Norte de Brasil. Y en la Región Sur, donde la presencia militar española fue más fuerte, la Colonia del Sacramento, el territorio de las Misiones y parte del actual Rio Grande do Sul fue cedida a España, a cambio de la restitución de la isla de Santa Catarina a Portugal.
En un tour de estudio de las demarcaciones que dieron luz a nuestra frontera, visité en 2010 la hermosa Colonia de Sacramento. Me pareció muy interesante porque las señales que fotografié allí, que cuentan esta magnífica historia no sólo al mundo, sino sobre todo tan rica, a nosotros que cruzamos la frontera.
En la “Plaza das Armas” de la antigua Colonia del Sacramento, llamada hoy “Plaza Manuel Lobo”, en honor al fundador de la ciudad. Plantas históricas, fechadas entre 1731 y 1762, la “casa de gobernadores” portuguesa definió el límite sur de un cuadrado ligeramente más pequeño que el actual.
El edificio civil más importante de la ciudad colonial, fue adquirido por sucesivas renovaciones y expansiones con características de una palaceta construida con ricos materiales, (aperturas enmarcadas por marcos de piedra lujosos, carpintería de madera fina) lujosamente ornado y revelando importantes deterioros causados por las hazañas de guerra de 1862 y 1777 que Terminó cuando Ceballos, el primer vicecrey español de Río da Prata, llevó a Buenos Aires todos sus muebles y gran parte de sus materiales de construcción (azuchos, vigas, aberturas, etc. ) Investigaciones arqueológicas llevadas a cabo entre 1990 y 1993 que expusieron el concreto de edificios antiguos, permitiendo el descubrimiento e interpretación de información sobre el posible uso de sus espacios interiores y recuperar numerosas trazas de lo que la Colonia realizó cotidiana en los siglos XVII y XVIII.